TECNOLOGIA

Honor surpreende e supera Xiaomi e Apple em número de vendas na China

Antiga subsidiária da Huawei, a Honor trabalhou nos últimos meses para fortalecer a própria imagem como uma fabricante independente, retomando a parceria com companhias ocidentais e revelando a mais recente aposta no segmento de celulares premium com a família Magic 3. A empresa já mostra há um bom tempo a ambição de crescer e retomar o lugar de sua antiga companhia-mãe.

Em entrevistas, o CEO Zhao Ming reforçou que a Honor quer ficar conhecida pelos produtos, motivo pelo qual não pretende utilizar celebridades para divulgação, e busca desenvolver aparelhos que se equiparem ou até mesmo superem os da Apple. Aparentemente, a estratégia começa a dar resultados, como indica a mais recente pesquisa de vendas sobre o mercado chinês.

Honor vende mais que Xiaomi e Apple em julho

Segundo pesquisa realizada pela agência financeira chinesa CINNO Reasearch, tendo como referência o mês de julho, a Honor superou a Apple e a Xiaomi em número de vendas de celulares: foram 4 milhões de aparelhos vendidos, contra 3,9 milhões da Xiaomi e 3 milhões da Apple.

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Com isso, a companhia assumiu o terceiro lugar no ranking, ficando atrás apenas de Oppo, com 5,6 milhões, e Vivo Mobile, com 5,3 milhões. Os números impressionam, especialmente quando consideramos que a Honor apresentava apenas 3% de participação no mercado chinês no início de 2021.

Com 4 milhões de celulares vendidos em julho, a Honor passa a Xiaomi e a Apple e assume a terceira posição entre as marcas mais vendidas (Imagem: Reprodução/Honor)

A análise também mostrou crescimento expressivo do número total de vendas de smartphones na China, que chegou a quase 30 milhões de unidades no mês, representando um aumento anual de 28,6%. Desses, 23 milhões são compatíveis com 5G, o equivalente a quase 80% do total.

Outro ponto curioso apontado pela pesquisa detalha os chipsets utilizados nos telefones — com crescimento anual de 118% e 10,2 milhões de unidades, a MediaTek assume a liderança e deixa a Qualcomm para trás. Enquanto isso, a HiSilicon, divisão de semicondutores da Huawei, sofreu uma queda brusca de 70%, entregando apenas 2,1 milhões de chips.

Nova central de operações é aberta em Shenzhen

Paralelo a isso, como parte do crescimento e investimentos da marca, a Honor anunciou a abertura de uma nova central de operações na cidade de Shenzhen, na China, estabelecida para controlar o avanço da fabricante no mercado global. A unidade conta com cerca de 39 mil metros quadrados e abrigará quase 2.200 funcionários.

Vista externa da nova central de operações globais da Honor, em Shenzhen, China (Imagem: Reprodução/Honor)

Segundo a companhia, além do gerenciamento dos negócios, a central trabalhará em conjunto com as unidades de pesquisa e desenvolvimento para a criação de novas tecnologias — uma dessas unidades é o escritório estabelecido em Pequim, que teria testado por 8 meses os recursos empregados no Magic 3.

Fonte: GSMArena, GizchinaHonor

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